rapa de angu é um bom tira gosto - foto da Leticia Caetano

terça-feira, 28 de junho de 2016

Jazz até dezembro: 'Savassi Festival' com shows


 Dessa vez, o festival, que tem sua base fincada no jazz, não se limitará aos seus 11 dias de programação e vai aconteceu até dezembro com  shows e workshops ao longo do ano.  Nessa  14ª edição cresceu em tamanho e proporcionará aos espectadores algumas boas novidades musicais. Caso do trio Niemeier, formado pelo DJ e produtor musical Anderson Noise e os músicos do Skank Henrique Portugal e Lelo Zaneti. Juntos eles mesclam música eletrônica, jazz e bossa nova, num encontro que será testado pela primeira vez dentro do festival
Pela segunda vez acontece o “Jazzinho – O Jazz para Crianças”, que abrirá espaço para a formação, com Felipe José apresentando o repertório de Hermeto Pascoal para o público infantil e show dos alunos das escolas Alegretto e Pró-Music Jazz Band. 

Lançamentos de disco também integram a programação do “Savassi Festival”, que não deixará de ocupar seus locais tradicionais: a rua Antônio de Albuquerque (neste domingo e no dia 3/7), a praça Duque de Caxias (2/7) e as praças da Liberdade e Floriano Peixoto (3/7)

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Festival de cinema francês já começou....


Até o dia 22 De junho, uma nova safra da produção francesa inédita alegra os belorizontinos
 Filme premiado em Cannes, longa protagonizado por vencedor de Oscar e produção com os atores mais admirados da França. Esses são alguns dos pontos altos da edição 2016 do Festival Varilux de Cinema Francês. Neste ano, o festival ganhará uma semana a mais de exibição em relação à edição anterior – ficará em cartaz de 8 a 22 de junho em 50 cidades brasileiras. Ao todo, a programação contará com 15 filmes inéditos e um grande clássico do cinema francês.
O premiado ator francês Omar Sy, que ficou conhecido e admirado mundialmente por sua atuação em “Intocáveis”, poderá ser visto novamente, agora em Chocolate, interpretando o primeiro artista circense negro na França da Belle Époque, no filme de Roschdy Zem, que virá ao país para apresentar o longa. O festival exibirá também o filme, seleção oficial do Festival de Cannes 2015, Meu Rei, de Maïwenn, drama com as estrelas Vincent Cassel e Emmanuelle Bercot, premiada com a Palma de Ouro de melhor atriz. E o ator vencedor do Oscar Jean Dujardin volta às telonas em Um Amor à Altura, comédia romântica de Laurent Tirard. Na produção, Dujardin ajudará a personagem de Virginie Efira a encontrar seu telefone celular perdido e essa história tomará um rumo inesperado.
Ao diretor Roschdy Zem, se juntam o diretor Philippe Le Guay (Pedalando com Molière), que traz a comédiaFlórida, com Sandrine Kiberlain e Jean Rochefort, dois ícones de gerações diferentes do cinema francês, inspiração para o cartaz dessa edição do festival. O também diretor Bruno Podalydes, que, além de escrever e dirigir, ainda atua no papel principal da comédia Um Doce Refúgio, e a atriz Lou de Laâge (Respire), que interpreta uma médica francesa da Cruz Vermelha atendendo sobreviventes da Segunda Guerra até chegar a um convento Beneditino onde freiras estão prestes a dar à luz, no drama histórico Agnus Dei, de Anne Fontaine. O jovem e muito badalado ator Vincent Lacoste (Hipocrátes, Diário de uma Camareira), protagonista ao lado da atriz Julie Delpy, da comédia, Lolo, o Filho da Minha Namorada, dirigida pela própria atriz, completa a delegação francesa que participará de 
Como já é esperado pelo público, o festival exibirá ainda um grande clássico francês. O escolhido deste ano é o filme Um Homem e uma Mulher, de Claude Lelouch, em homenagem ao seu 50º aniversario de lançamento. O romance com Anouk Aimée e Jean Trintignant foi o vencedor da Palma de Ouro em 1966 e também do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro e roteiro original no ano seguinte.
Para o incentivo à formação de novos públicos, ao todo, 20 cidades receberão as sessões educativas do Festival Varilux. E, como de costume, o evento terá sessões de democratização em espaços alternativos do Rio, São Paulo, Brasília e Belo Horizonte.




terça-feira, 31 de maio de 2016

Me casé con un boludo

Onde:
Cine Belas Artes
Horário:
16h30
19h
21h20


No caminho tinha...





 Tinha Luiz, Lucas,Pedro,
Raquel, Mauricio, Cris
Tinha campo de meninos
e camisas coloridas
Tinha montanhas, cachoeiras
das Maças, curva do Rio,
Trancado,
flores e rios
Tinha buteco,
cerveja gelada,
Tinha carne de panela,
banana verde frita
Tinha ponte velha,
tinha flor no cabelo
Tinha neblina
Tinha tudo....


Sim, foram 30...

Foram 30, 29,28,27,26,25,24,23,22,21,20,19,18,17,17,15,14,13,12,11,10,9,8,7,6,5,4,3,2,1. Tudo? sim, 30 homens sobre seu corpo frágil de mãe, menina, mulher.Da vila, na rua, do sonho, sem sonho, da dor, do terror. Do sangue. Sem dignidade. Sem respeito.E ela tem apenas 16 anos....e agora justiça?

Dica de Álvaro Gentil


Dilma volta

Murilo Rocha
Governo Temer já pode acaba

PUBLICADO EM 26/05/16 , Jornal OTempo
Se havia dúvidas ou vontade de não ver, agora não tem mais jeito. O impeachment da presidente eleita Dilma Rousseff (PT) foi uma grande farsa liderada no Congresso por partidos como PMDB e PSDB, com a conivência de parte do Judiciário, do empresariado e da imprensa. Entre os motivos: livrar-se de Dilma e do PT, assumir a Presidência e salvar a própria pele de eventuais desdobramentos da operação Lava Jato. A caracterização das pedaladas fiscais como crime de responsabilidade fiscal defendida por advogados, especialistas e jornalistas era uma falácia.

Não se trata de uma versão petista da história. O passo a passo da tramoia foi revelado pelos próprios conspiradores. As conversas gravadas, e agora divulgadas, entre o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e, principalmente, o senador Romero Jucá (PMDB-RR), com o ex-diretor da Transpetro Sérgio Machado sugerem negociações para aprovar o impeachment a fim de arrefecer a Lava Jato. As investigações de desvios na Petrobras e em órgãos ligados a ela atingem Renan e Jucá e, segundo eles mesmos, se espalhariam por todo o Congresso, sobrando “só uns cinco ou seis” parlamentares.

Não há como legitimar ou dar credibilidade ao presidente provisório Michel Temer se seu governo tiver sido articulado a partir de uma fraude. Um dos artífices do impedimento de Dilma no Senado, Jucá, inclusive, foi premiado por Temer, como forma de gratidão, com um dos mais importantes ministérios, o do Planejamento. Não durou 12 dias no cargo, confirmando a gravidade do conteúdo das conversas grampeadas.

Não faz nenhum sentido ficar discutindo a aprovação de meta fiscal ou o novo plano econômico do governo interino quando toda a tramoia do impeachment vem à tona. Reconhecer Temer como presidente é insistir em sustentar uma farsa insustentável. A história cobrará esse preço. A resistência ao novo governo não está situada apenas no núcleo cultural e em movimentos sociais ligados ao PT. Ela vai muito além de um grupo de artistas e do MST, e só tende a crescer após os recentes escândalos e, principalmente, depois do esfolamento, pretendido pelos atuais ocupantes do Planalto, das parcelas mais pobres da população – vide corte de gastos na saúde e na educação previstos no recém-anunciado plano econômico.

Para além da ilegitimidade do governo provisório de Temer, ficam também uma série de dúvidas após as revelações dos áudios do ex-dirigente da Transpetro com senadores. Se as conversas foram gravadas em março, mesma época do grampo de Lula com Dilma divulgado de imediato e propositalmente pelo juiz Sergio Moro para barrar a posse do ex-presidente como ministro, por que só agora essas conversas envolvendo peemedebistas foram reveladas? O conteúdo das gravações, por certo, barraria o impeachment.

Também são estranhos o silêncio e a paralisia de Moro e do STF – especialmente de Gilmar Mendes e de Celso de Mello, outrora falantes – diante dos novos áudios. Por que os ministros do Supremo estavam “putos” com Dilma, conforme afirmou Renan? E, diabos, qual é o esquema do Aécio?