rapa de angu é um bom tira gosto - foto da Leticia Caetano

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

No caminho tinha....

árvores amarelas de formatos
diversos
amarelo girassol
amarelo do sol
do céu
No caminho tinha
montanhas


tênis branco
pendurado


No caminho tinha
árvore
que seu olhar não
perde
somente seu olhar
na espreita
no silêncio
no fascínio
de tudo

de nada
Dos frutos
grudados nas
árvores
como num abraço
de paixão
tesão
Orquídias
lilás
belas
como encantam
te encantam
suas mãos buscam
o clic da
máquina,
rápido
momento
único
você
consegue
esperto
o peixe
pequeno te
olha
e mergulha de
novo
na lagoa
no escuro
seus olhos
olhos
seu dedo
esperto de novo
clicou
ficou...













Sei muito bem o que me faz bem - Marta Medeiros





Acho a maior graça. 

Tomate previne isso,cebola previne aquilo, chocolate faz bem, chocolate faz mal, um cálice diário de vinho não tem problema, qualquer gole de álcool é nocivo, tome água em abundância, mas não exagere... 

Diante desta profusão de descobertas, acho mais seguro não mudar de hábitos. 

Sei direitinho o que faz bem e o que faz mal pra minha saúde. 

Prazer faz muito bem. 
Dormir me deixa 0 km. 
Ler um bom livro faz-me sentir novo em folha. 
Viajar me deixa tenso antes de embarcar, mas depois rejuvenesço uns cinco anos. 
Viagens aéreas não me incham as pernas; incham-me o cérebro, volto cheio de idéias. 
Brigar me provoca arritmia cardíaca. 
Ver pessoas tendo acessos de estupidez me 
embrulha o estômago. 
Testemunhar gente jogando lata de cerveja pela janela do carro me faz perder toda a fé no ser humano. 
E telejornais... os médicos deveriam proibir - como doem! 
Caminhar faz bem, dançar faz bem, ficar em silêncio quando uma discussão está pegando fogo, 
faz muito bem! Você exercita o autocontrole e ainda acorda no outro dia sem se sentir arrependido de nada. 
Acordar de manhã arrependido do que disse ou do que fez ontem à noite é prejudicial à saúde! 
E passar o resto do dia sem coragem para pedir 
desculpas, pior ainda! 
Não pedir perdão pelas nossas mancadas dá câncer, não há tomate ou mussarela que previna. 
Ir ao cinema, conseguir um lugar central nas fileiras do fundo, não ter ninguém atrapalhando sua visão, nenhum celular tocando e o filme ser espetacular, uau! 
Cinema é melhor pra saúde do que pipoca! 
Conversa é melhor do que piada. 
Exercício é melhor do que cirurgia. 
Humor é melhor do que rancor. 
Amigos são melhores do que gente influente. 
Economia é melhor do que dívida. 
Pergunta é melhor do que dúvida. 
Sonhar é melhor do que nada!




Dica de cinema: Lore

Direção: Cate Shortland
Ano: 2012
País: Alemanha / Austrália / Reino Unido 
Classificação: 16 anos
Duração: 1h49 

Elenco: Saskia Rosendahl, Nele Trebs, André Frid, Mika Seidel, Kai Malina, Mika Nilson Seidel 

Sinopse: Abandonada com seus irmãos mais novos depois que os pais nazistas são presos, Lore conduz o que resta de sua família por uma Alemanha arrasada pela guerra em 1945. Para sobreviver, as crianças têm que chegar até a casa de sua avó no Norte, mas, em meio ao caos de uma nação derrotada, Lore encontra o intrigante e misterioso Thomas, um jovem refugiado judeu. Indesejado, malquisto, Thomas os segue e Lore vê sua frágil realidade ser destruída tanto por sentimentos de ódio quanto de desejo. Para viver, ela tem que confiar em alguém que aprendeu a odiar. E, conforme as consequências das crenças e ações de seus pais tornam-se aparentes, Lore também tem que começar a encarar a escuridão dentro de si mesma.




BELAS ARTES CINEMA 1
14h40 17h 19h10 21h20

Mamãe faz 80 anos




Pronto, rápidinho ela chegou aos 80 anos. A pele continua lisa, limpa, corada. Os cabelos, numa mistura de branco do tempo e de amarelo da tinta, sempre foram poucos e por isto, um coque com um pingente dourado sempre dá um super charme no penteado de última hora. Sua energia é contagiante. Vai prá praia, pro mato, piscina. O corpo está meio cansado e os pés não acompanham sua caminhada – resultado de uma queda no passeio da casa. E lá está ela com quatro parafusos incomodando e, como incomoda, até prá tomar sol. Ela diz que esquenta. Mas é assim mesmo. A cervejinha gelada que até então foi sua parceira constante, hoje foi substituída pela cerveja sem álcool – uau, que gosto ruim. Ela não se importa – tá tomando muito remédio e não pode misturar com o alcool. Fazer o que, né? Mulher arretada, desde os 15 anos encarou o trabalho, se embrenhou pela educação.  Durante quinze anos ensinou o b-a-ba. Depois virou Secretaria Executiva, conta orgulhosa. O pai era político e como era contra o governador na época, teve de deixar a sala de aula.Apaixonou-se pelo primeiro homem que conheceu e deu o primeiro beijo na boca no dia em que se casou. Histórias sem fim. De adrenalina. Ela conta que o pai não queria o namoro porque ela era muito menina. Não adiantou. Paixão é assim. Eu via ele e ficava louca, conta. Ela lembra também de um vestido cor de rosa com uma violeta de verdade na gola. Tinha 14 anos. Foi para uma festa e ele estava lá, a paixão. Coração acelerou. Não sabia que ia vê-lo tão cedo. Aconteceu. Mas a emoção não durou muito. O pai castigou. Rasgou o vestido, ela conta. Lembra da violeta despetalando  no ar, caindo no chão. Sofri muito, conta. Mas ela sorri. Lembra das dificuldades de uma mulher de 20 anos separada, na época, com quatro filhos. Era década de 50/60. Era mulher mal vista pelas outras mulheres. Não tinha amigas por isto. E ela continuou seu caminho. Trabalhando de 7  às 10 da noite. Tinha que comprar roupa e comida para as quatro bocas. Moravam na casa do seu pai, em Santa Efigênia, conta.  Casou e casou de novo. Foi bom, sempre fui uma mulher apaixonada, ela lembra. E agora, aos 80? Quero amar mais, voltar a tomar minha cervejinha gelada e viajar, ah, como gosto de uma boa viagem.
Parabéns dona Eclair!

Amor musical


Artistas lançam  “amor musical”


Em se tratando de amor, tudo vale a pena, como diz o grande cantor/compositor Milton Nascimento em uma de suas  músicas em homengem ao amor. Foi inspirado nesta forma simples de amar, que os músicos José Eduardo Vaz dos Reis e Rubens Simões querem ver esta paixão triplicando de tamanho neste período gostoso de chuva, do natal e das festas de ano novo, com o lançamento do “presente musical” , uma música personalizada,  que  pode também ser oferecido nas comemorações de aniversário, bodas ou somente para declarar seu amor.
“O  que pensei foi que muitas vezes as pessoas ficam procurando um presente que seja bem especial e, uma música, pode ser esse tipo de presente. Ou um namorado que queira ir além das declarações românticas óbvias, transforma tudo em música, explica Zé Eduardo, lembrando que a partir deste momento que a dupla entra “ transformando as palavras em música”.


Jingles, composições e trilhas sonoras

Os dois músicos nos encantam com suas canções há muito tempo. Rubens estudou na Fundação de Educação Artística, fez jingles e trilhas sonoras para comerciais de Tv e vídeos institucionais de empresas, além de participar de dois discos infantis. Já  Zé Eduardo participou dos primeiros discos e shows do Beto Guedes, 14 bis, Flavio Venturini, e Tavinho Moura.



quinta-feira, 7 de novembro de 2013

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

No meio do caminho tinha...




 No meio do caminho tinha uma montanha grande,
no alto da montanha tinha uma igreja, no alto da igreja tinha um céu azul
No meio do caminho tinha uma terra vermelha,
boi, boi, boi,
boi da cara preta
No meio do caminho tinha árvores verdes, amarelas,
tinha cavalo, cavalinho
No meio do caminho tinha uma cruz
de algum anjinho ou caminhante
santa maria mãe de deus, rogai por nós.
No meio do caminho tinha árvore pendurada
vento balançando as fitas da cruz
No meio do caminho tinha cerca,
fazenda,
pés de café
No meio do caminho tinha curva,
outra curva
uma cachoeira
uma empada
No meio do caminho tinha
 um sonho
um desejo
um querer, conhecer, tocar
No meio do caminho tinha....