rapa de angu é um bom tira gosto - foto da Leticia Caetano

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

7 de Setembro em Machacalis





Depois de 23 anos, o patriotismo adormecido foi despertado em Machacalis, no Vale do Mucuri, com a retomada do desfile de 7 de setembro.
Pedro Ferreira

Desabafo


É mais fácil reclamar do que encontrar soluções. Mas é preciso detectar o problema para encontra sua solução.
Viver em BH tem se tornado um tormento. Dormir, um suplício. São os buzinaços das torcidas dos times de futebol, são os bêbados da madrugada, os bares nas calçadas, são os garis da coleta noturna do lixo.
Quero falar destes últimos. Parece que o horário escolhido para esta coleta (geralmente na madrugada!) foi definido para não embolar mais o insuportável trânsito da cidade. Acho brilhante a iniciativa!
Mas a conduta dos garis noturnos vem me chamando a atenção. No suposto silêncio da noite, qualquer sonzinho se manifesta de forma absoluta. Começa com o motor do caminhão, potente e vigoroso, abrindo espaço para os garis. Estes vêem atrás, falando alto, brincando, berrando para o motorista do caminhão... incrivel, quase uma escola de samba...Ontem à noite, um berrava para que o motorista não fosse tão rápido. Tive a impressão que o caminhão teve até que dar ré. Seria um motorista novo que não havia se adaptado ainda ao seu serviço?
Não sei, fiquei fantasiando enquanto esperava que eles se fossem e eu pudesse então tentar dormir, já que tinha que acordar cedo no dia seguinte, para trabalhar!!!!
Não sei como funciona a coisa toda. Talvez se alguém me explicasse, eu teria mais paciência com tanto barulho.
Percebo que neste mundo caótico que estamos construindo, a falta de informação só aumenta a dimensão dos problemas.
Sou grata aos garis da cidade por limparem aquilo que sujamos . Sou grata aos garis noturnos que recolhem os lixos que produzimos. Eu trabalho com lixo, com reciclagem e respeito esses profissionais. Mas eles poderiam trabalhar respeitando o horário. Será que ninguém mais respeita o outro? Será que esta conduta não cabe na gentileza social com o próximo? Será que é mais uma vez a desintegração dos valores que norteavam a sociedade?
Tô com sono, não consegui dormir esta noite...
Astrid Kurrle é artista plástica e mora no bairro de Lourdes

Continuação:" Histórias em Kergoat", publicada no blog no dia 29 de Agosto


Romulo Marques Ribeiro é de Belo Horizonte,toca baixo acústico e mora há 20 anos em Paris
"Do lado de lá"

Salvando os pássaros

Na volta para Kergoat, percebi que o tempo havia piorado subitamente: o céu ficou escuro deixando passar por ele somente algumas rápidas nuvens cinzas, isolando aquela terra, distante do sol esquecido. A tarde havia desaparecido deixando a noite precoce reinar sobre o mundo. Dos pássaros já não se ouvia mais nada: recolheram-se em massa para o sono profundo.
Fui andando pela estrada, à medida que o tempo piorava. A chuva veio forte, mas o mais impressionante era o vento que a acompanhava: era tão violento, que eu mal conseguia andar. Comecei a ficar com medo. Não era medo do vento me levar, ou de ficar completamente molhado, mas o de que os postes caíssem sobre a estrada, já inundada pelo temporal. Apressei os passos e consegui chegar ensopado até a alma. Mas vivo. O que acabara de ver não era uma chuvinha simples de verão, ou uma chuva forte de mudança de estação, mas um dos maiores temporais da historia da França. O vento soprava a mais de 170 km/h e eu ficava, juntamente com os meus amigos, fechado na casa, pasmo com aquele poder absoluto e misterioso da natureza. Era como se dois deuses brincassem de ciclones. E os ciclones eram dois: o Lothar e o Martin. As árvores, como os velhos pinheiros que marcavam o vale visto pelas janelas, cediam tão facilmente aos eufóricos sopros, que pareciam minúsculas maquetes feitas com pauzinhos e papeis coloridos. E a brincadeira dos deuses soprando durou muito tempo.
No dia seguinte o resultado da tempestade foi trágico. A quantidade de animais mortos, sobretudo de pássaros, era impressionante. Tanto quanto à quantidade de carros e casas, de cidades e estradas completamente destruídas. Lamentável e inesquecível. Para evitar a morte de tantos pássaros nas próximas tempestades, uma equipe da "Art Grandeur Nature" inventou uma maquina equipada com uma hélice pesada, que, agitada por ventos fortes, ativa 27 apitos que imitam os cantos dos principais pássaros que freqüentam a região parisiense, mantendo-os acordados e com uma maior possibilidade de sobrevivência.
Para onde eles vão voar... Disso ainda não sabemos, nem vimos o resultado. A “maquina" foi instalada no parque Buttes-Chaumont durante o verão, ou seja, no mês de agosto. Mas esperamos que os deuses sejam mais amenos para que nossos pássaros possam dormir tranquilos.

Seminário: “A Sociedade em Rede e a Educação”



O Seminário vai discutir as exigências de uma nova educação para uma nova sociedade (a sociedade em rede). Será realizado simultaneamente em diversas cidades brasileiras, sob o formato interativo composto por um Hub em São Paulo e Arenas nas demais cidades.
Para participar do evento em São Paulo ou de outras arenas do país acesse e inscreva-se: http://vivoeduca.ning.com/

Em Belo Horizonte vão acontecer debates com convidados das áreas da educação, cultura e tecnologia nos dias 14, 15 e 16 de setembro de 2010 na sede da Vivo, R. Levindo Lopes 258, Bairro Funcionários.
Para participar: http://www.vivolab.com.br
Dia 14 de setembro de 2010
9h - Abertura com Roberto Lima (Presidente da Vivo)
9h15 - Apresentação dos objetivos do 2º Seminário com Augusto de Franco
9h30 - Conectivismo: uma nova teoria de aprendizagem em rede
George Siemens, Stephen Downes, Carolina Rossini (videoconferência), e Diego Leal
1130 - Debate aberto da Arena BH sobre Educação em Rede com convidados especiais.

Dia 15 de setembro de 2010
9h - Educação na Sociedade em Rede (Releitura de Ivan Illich e a Sociedade Desescolarizada 40 anos depois)
Gil Giardelli, Rafael Reinehr e Edilberto Sastre.
11h - Conversa com o público sobre a Educação na Sociedade em Rede
14h30 - Arena BH: Apresentação de projetos inovadores de Educação do programa Vivo Lab.

Dia 16 de setembro de 2010
9h - Experiências globais de aprendizagem em rede
Sanghamitra Iyengar (Samraksha – Índia), Wiseman Jack (CIDA – África do Sul) e Reinaldo Pamponet (Eletrocooperativa)
11h - Comunidades de Aprendizagem em Rede (Communityschooling)
Jay Cross e Paul Pangaro
14h30 – Como as pessoas aprendem em casa (Homeschooling).
16h30 - Mega-Aquário em Plenário: Sistemas Sócio-Educativos - Comunidades de Aprendizagem em Rede
Augusto de Franco, Nilton Lessa, Luiz de Campos Jr., Luiz Algarra e Luis Fernando Guggenberger
Inscrição no site:HTTP://VIVOLAB.COM.BR
Para participar da Rede Vivo Educa acesse:

http://vivoeduca.ning.com/

Lançamento de livro


O livro retrata a experiência da Secretaria Municipal de Belo Horizonte, os avanços que serviram de modelo para vários municípios brasileiros.

Festa no Mercado Novo

Fotos: Luiz Navarro e João Perdigão



Vendendo Peixe ocupa terceiro andar do Mercado Novo

No próximo sábado, dia 18, o Mercado Novo vai bombar. Artistas plásticos e digitais, grafiteiros, músicos, fotógrafos, rock, jazz, folk, rap, samba e surf musica. Também vai ter a Sala de Viola Vicente Machado, apresentações das bandas Apto2qtos e Água de Cachorro, do rimador Casper Roots, do grupo Samba de Terreiro e das bandas Ram, Vostok Deluxe e Grupo Porco de Grindcore Interpretativo, que fechará o evento com chave de lata enferrujada.
Mais que um espaço de exposição, o Vendendo Peixe é um encontro aberto à participação, gratuita, de pessoas interessadas em criar com liberdade, compartilhando idéias e passeando por um espaço inusitado da cidade.
Quando: sábado, dia 11
Horário: de 10h às 18h
Onde: Mercado Novo
Avenida Olegário Maciel, 742, perto da praça Raul Soares.
O prédio é da década de 60 e é um projeto modernista dos arquitetos Fernando Graça e Sandoval Azevedo Filho. A maioria das lojas do terceiro andar está fechada, deixando o espaço livre para o espetáculo da luz do sol, que entra pelas telhas furadas e pelos cobogós da fachada.

Informações vendendopeixe@urubois.orgDébora Fantini: (31) 8873-2003João Perdigão: (31) 8850-7100Luiz Navarro: (31) 9943-4368

Jararaca alegre